Brasil registrou 380 mil acidentes de trabalho em seis meses; entidades alertam para alta em 2026

Número de ocorrências cresceu quase 9% no primeiro semestre de 2025, enquanto mortes avançaram mais de 5%, segundo o Ministério do Trabalho

Alberto Santos
18/02/2026 12h15 - Atualizado há 2 semanas

Brasil registrou 380 mil acidentes de trabalho em seis meses; entidades alertam para alta em 2026
Senivpetro/Freepik

O Brasil registrou 380.376 acidentes de trabalho e 1.689 mortes apenas no primeiro semestre de 2025, de acordo com dados do Ministério do Trabalho e Emprego. O volume representa crescimento de quase 9% nas ocorrências e de mais de 5% nos óbitos em relação ao mesmo período do ano anterior.

 

O avanço dos indicadores acende um alerta para 2026. Diante desse cenário, em matéria divulgada pelo portal Mundo RH, a Associação Brasileira de Empresas de Saúde e Segurança no Trabalho (ABRESST), o cenário torna este ano decisivo para redefinir a forma como empresas tratam a prevenção de riscos ocupacionais.

 

A entidade defende que a redução dos índices passa por três pilares: qualidade técnica na adoção de medidas de segurança, inovação responsável e compromisso efetivo com a preservação da vida.

 

Crescimento pressiona empresas a rever práticas

 

O aumento dos acidentes ocorre em um momento de retomada de atividades industriais e aquecimento de setores operacionais, o que amplia a exposição a riscos em ambientes produtivos.

 

Especialistas apontam que parte das ocorrências está relacionada à falha na avaliação adequada dos riscos e ao uso incorreto ou inadequado de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs).

 

Dados do Observatório Digital de Saúde e Segurança do Trabalho indicam que quase um terço dos afastamentos na indústria está ligado ao uso inadequado de EPIs, situação em que o equipamento existe, mas não corresponde às exigências da função ou do ambiente.

Prevenção deixa de ser obrigação formal e vira estratégia

 

Atualmente, pesquisas mostram que é importante que esse debate saia do campo exclusivamente regulatório e ganhe caráter estratégico.

 

Em um ambiente produtivo mais competitivo e com margens pressionadas, acidentes representam impacto direto em produtividade, afastamentos, custos previdenciários e reputação empresarial.

 

A entidade reforça que 2026 deve marcar uma virada na cultura de prevenção, com maior integração entre tecnologia, qualificação técnica e escolha adequada de equipamentos.

Cadeia de suprimentos também é impactada

 

O aumento da preocupação com segurança repercute em toda a cadeia industrial, incluindo empresas do setor de equipamentos de proteção individual.

 

Distribuidoras de EPIs, como a Net Suprimentos, integram esse segmento e operam no fornecimento de itens voltados à segurança ocupacional para diferentes perfis de empresas. O movimento de revisão das práticas preventivas tende a ampliar a atenção à especificação técnica e à adequação dos produtos às atividades desempenhadas.

2026 como ponto de inflexão

 

Com mais de 380 mil acidentes registrados em apenas seis meses e crescimento consistente em relação ao ano anterior, o país inicia 2026 sob pressão para reavaliar práticas e prioridades.

 

Para entidades do setor, o momento exige menos improviso e mais planejamento técnico — sob pena de manter um ciclo de ocorrências que impacta trabalhadores, empresas e a economia como um todo.

 


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ALICE BATISTA DE ALMEIDA
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