O Brasil voltou a se destacar como um dos principais destinos para o Investimento Estrangeiro Direto (IED) no mundo, com crescimento significativo nos fluxos de capital internacional destinados a setores estratégicos da economia. Segundo dados recentes, o país foi um dos principais receptores globais de IED, consolidando-se como destino prioritário para investidores internacionais em 2025.
Os números mostram que o Brasil atraiu cerca de US$ 38 bilhões em capital estrangeiro no primeiro semestre de 2025, ficando atrás apenas dos Estados Unidos entre os maiores destinos globais de investimento direto.
Relatórios e estudos sobre a distribuição do IED no país identificam os seguintes setores como os que mais recebem aportes de capital:
Esse movimento reforça a importância de setores que combinam participação no mercado interno robusto com potencial exportador e oportunidades de expansão em segmentos sustentáveis e inovadores.
Com esse aumento de investimentos estrangeiros, empresas brasileiras que recebem aportes necessitam de planejamento jurídico estratégico e suporte técnico especializado para navegar pelas complexidades legais brasileiras — tanto em termos de legislação societária como de regras regulatórias, tributárias e de governança.
Para a advogada Ana Franco Toledo, sócia do escritório Dosso Toledo Advogados, com sede em Ribeirão Preto, esse suporte faz toda a diferença nas operações:
- “O investimento estrangeiro representa uma grande oportunidade de crescimento para as empresas brasileiras, mas é fundamental que haja uma estrutura jurídica sólida. Questões societárias, tributárias, regulatórias e contratuais precisam estar alinhadas para evitar riscos e assegurar segurança tanto ao investidor quanto à empresa receptora”, afirma.
Segundo ela, um planejamento bem estruturado desde o início é essencial para que a empresa consiga aproveitar integralmente os benefícios do capital estrangeiro:
- “Ele permite que a empresa receba o capital de forma organizada, com clareza sobre governança, compliance e regras de saída do investidor, prevenindo conflitos futuros.”
O advogado Ricardo Dosso, também sócio do escritório, destaca que as normas brasileiras têm especificidades que exigem atenção em operações internacionais:
- “O Brasil é um país com um ambiente regulatório complexo e em constante evolução.
A atuação jurídica especializada é essencial para estruturar operações internacionais, registrar corretamente os investimentos junto aos órgãos competentes e garantir conformidade com as normas cambiais e societárias.”
Ele complementa que a segurança jurídica é um dos pilares da confiança do investidor estrangeiro:
- “Quando há transparência, governança bem definida e suporte jurídico adequado, o investidor se sente mais confiante em aportar recursos no país. Isso contribui diretamente para a consolidação de parcerias duradouras e sustentáveis.”
Com um cenário global cada vez mais atento às oportunidades em mercados emergentes, o Brasil se reafirma como um destino atrativo para o capital internacional — sobretudo em setores estratégicos e em transformação, onde o investimento não apenas impulsiona crescimento econômico, mas também demanda uma assessoria jurídica robusta para garantir segurança e sucesso das operações.