Carbon Exchange capta R$ 2 milhões em 10 meses e mira rodada “series A” com investidores europeus

Climatech brasileira usou recursos para aprimorar o dispositivo do tamanho de um celular, que é capaz de monitorar e prevenir incêndios em florestas 24 horas por dia nos sete dias da semana

Por JANAíNA K.
6 Min

Carbon Exchange capta R$ 2 milhões em 10 meses e mira rodada “series A” com investidores europeus
Carbon Exchange, divulgação
São Paulo, maio de 2026 - A Carbon Exchange, climatech brasileira que atua na prevenção, monitoramento e contenção de incêndios nos setores de silvicultura, agronegócio e manutenção de florestas em pé 24 horas por dia nos sete dias da semana, recebeu aportes de R$ 2,1 milhões entre julho de 2025 e maio de 2026. Os recursos estão vindo de duas rodadas de investimentos, o pré-seed e o seed.

“O pré-seed é o menor valor e terminou em 2025. Já o seed vai acabar agora em maio próximo, mas já captamos mais de 80% do montante projetado”, afirma Christian Vosgrau, fundador e Chief-Executive Officer (CEO) da startup, que hoje já conta com outros quatro sócios na empreitada. Um deles é Marcelo Vieira, fundador da Green Bug e que trabalha com monitoramento de sons. Ele atua como líder de desenvolvimento e testes de campo, fundamentais para a assertividade e robustez do equipamento.


Vosgrau mantém, junto aos sócios, uma rotina de palestras frenéticas, como na “No Fire”, “Reflore”, “Green Farm” e “BAS”, chegando a participar de cinco eventos simultâneos pelo Centro-Oeste e Norte do país.

Muito embora a empresa tenha como “marco zero” novembro de 2024, quando Vosgrau fez uma Prova de Conceito (POC, na sigla em inglês) durante o Fórum Brasil de Gestão Ambiental há dois anos, o desenvolvimento do negócio foi acelerado em 2025. Tanto que o fundador da Carbon Exchange acredita que há espaço para viabilizar “Series A” em 2026. “Temos conversas em andamento com investidores europeus, especialmente da Alemanha e Holanda, além de termos firmado acordos comerciais com multinacionais da França e Itália”, detalha o CEO e fundador da Carbon Exchange.

Vosgrau explica que os recursos dos primeiros investidores foram aplicados no aperfeiçoamento do dispositivo, fruto de Pesquisa & Desenvolvimento, bem como na obtenção de duas patentes mundiais, atestando que o equipamento é capaz de conter incêndio em áreas florestais e gerar um volume de informação tamanho permitindo a confecção de relatórios assertivos de impacto ambiental. Uma demanda necessária por quem deseja negociar Créditos de Carbono e a Cédula de Produto Rural Verde (CPR Verde).

O CPR Verde é um título de crédito emitido para financiar atividades de conservação e recuperação de florestas nativas e seus biomas. Ela funciona como uma extensão da CPR tradicional, mas, em vez de focar na entrega de produtos físicos (como grãos), ela foca nos serviços ambientais gerados pela propriedade. Com essa estratégia de negócio, o CEO da Carbon Exchange projeta quintuplicar a receita em 2026. “Vamos romper a casa do milhão de receita neste ano”, afirma Vosgrau.

Funcionamento 24x7
O dispositivo é do tamanho de um celular. É um hardware no formato de uma pequena caixa, com duas antenas acopladas, que são capazes de capturar mudanças climáticas em tempo real – pressão atm, umidade, temperatura, monóxido de carbono, movimento da árvore (desmatamento) e, agora, som ambiente. “Todas essas informações são armazenadas e transmitidas via satélite ou 5G para o software da empresa, que pode ser acompanhado em tempo real pelos clientes", explica o fundador da Carbon Exchange.

Com os recursos captados, contudo, Vosgrau explica que firmou um acordo-teste com uma importante operadora de telefonia, que vai adquirir cinco equipamentos para testes internos e usar no agronegócio, com o objetivo de prevenir, monitorar e conter incêndios. Outra forma de transmitir os dados, para localizações que não tenham cobertura de celular, é por meio da parceria com a francesa Sateliot, fundada em 2018 e que transmite sinal NB IoT 5G. “Esses acordos nos permitirão não termos áreas de sombra no monitoramento. E também vai viabilizar monitoramento 24 horas por dia e sete dias por semana”, explica Vosgrau.

Muito embora deva terminar o ano com dez colaboradores, o CEO da climatech explica que a Carbon Exchange não é uma empresa de capital intensivo em mão-de-obra, ainda que precise instalar centenas de dispositivos para monitorar com precisão incêndios em florestas. Em um hectare quadrado de floresta, por exemplo, é necessária a instalação de dois equipamentos. “Se for mata fechada, lanço mão de imagens de satélite para verificar o polígono da área e ver se existem florestas conurbadas. Desta forma, monitoramos apenas a borda da floresta, onde se iniciam 97% dos incêndios, segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE)”, afirma.

Vosgrau explica que a instalação do equipamento é terceirizada, porém supervisionada. “Destacamos um consultor da Carbon Exchange para acompanhar as etapas de colocação do equipamento na floresta”, explica o CEO.

Sobre a Carbon Exchange
A Carbon Exchange foi fundada em dezembro de 2023. Climatech brasileira, que hoje conta com cinco sócios, atua na prevenção, monitoramento e contenção de incêndios nos setores de silvicultura, agronegócio e manutenção de florestas em pé 24 horas por dia nos sete dias da semana. Entenda-se por florestas, reservas estaduais e federais, parques municipais, reservas indígenas, plantações das mais diversas culturas. Com esse monitoramento, a empresa é capaz de gerar Relatórios de Sustentabilidade vitais e auditados ao mercado de Crédito de Carbono e Cédula de Produto Rural Verde (CPR Verde) – título de crédito emitido para financiar atividades de conservação e recuperação de florestas nativas e seus biomas. Seu dispositivo é do tamanho de um celular e em um hectare quadrado de floresta exige a instalação de dois equipamentos. Em matas fechadas, monitora-se apenas a borda da floresta, onde se iniciam 97% dos incêndios, segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).



 

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Janaína Kalsing
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FONTE: Assessoria de imprensa Carbon Exchange
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