Herpes-zóster ocular provoca dor intensa, ameaça a visão e exige cuidados imediatos que evitam sequelas

Por MARLI POPOLIN
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Herpes-zóster ocular provoca dor intensa, ameaça a visão e exige cuidados imediatos que evitam sequelas
DIVULGAÇÃO / Freepik
Dor intensa, ardência, sensibilidade à luz e lesões na pele que aparecem concentradas em um lado do rosto são alguns dos sinais de alerta da herpes-zóster, infecção causada pela reativação do vírus da catapora que, quando atinge a região ocular, pode trazer consequências sérias, inclusive a perda visual.

Conhecida popularmente como “cobreiro”, a doença pode se manifestar em diferentes partes do corpo, mas ganha um nível de gravidade ainda maior quando acomete o nervo oftálmico, responsável pela sensibilidade da região dos olhos. Nesses casos, o quadro é chamado de herpes-zóster oftálmica.


De acordo com o oftalmologista Fernando Naves, do hospital Santa Casa de Mauá, o vírus permanece adormecido no organismo após a catapora e pode ser reativado anos depois, especialmente em situações de queda de imunidade. “Quando ele atinge a área dos olhos, o cuidado precisa ser redobrado, porque há risco de inflamações profundas e complicações que podem comprometer a visão”, explica o médico.
 
Entre os principais sintomas estão dor localizada, parecida com uma queimação ou choque, vermelhidão ocular, lacrimejamento, inchaço nas pálpebras e bolhas na testa, pálpebra ou ponta do nariz, um sinal importante de possível comprometimento ocular.

Nos estágios iniciais, a herpes-zóster ocular pode ser confundida com conjuntivite ou alergias, terçol e até nevralgia ou dor de cabeça.

Segundo o especialista, a infecção pode evoluir para quadros como ceratite - inflamação da córnea, uveíte - inflamação interna do olho e até aumento da pressão intraocular. “Sem tratamento adequado e rápido, o paciente pode desenvolver cicatrizes na córnea e perda permanente da qualidade da visão. Por isso, qualquer suspeita deve ser avaliada com urgência por um médico”, alerta.

O diagnóstico é clínico e deve ser feito o quanto antes para início imediato do tratamento, que inclui antivirais, analgésicos e, em alguns casos, colírios específicos. Quanto mais precoce a intervenção, menores são as chances de complicações.

Outro ponto de atenção é o público mais vulnerável. Pessoas acima dos 50 anos, pacientes com doenças crônicas ou com o sistema imunológico comprometido estão entre os grupos com maior risco de desenvolver a forma mais grave da doença.

A vacina, recomendada principalmente para adultos mais velhos, reduz significativamente o risco de reativação do vírus e também a gravidade dos sintomas.

“Muitas pessoas ainda subestimam a herpes-zóster, mas quando ela atinge os olhos, pode deixar sequelas importantes. Ao menor sinal de dor ou lesões na região ocular, a orientação é procurar atendimento especializado sem demora”, reforça Fernando Naves.

O Hospital Santa Casa de Mauá está localizado na Avenida Dom José Gaspar, 1374 - Vila Assis - Mauá - fone (11) 2198-8300.  https://santacasamaua.org.br/ .

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MARLI PUERTAS POPOLIN ROSSI
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