De acordo com reportagem publicada pelo portal Valor Econômico (fonte), a Comgás e a Sabesp têm até o dia de amanhã para submeter os primeiros relatórios técnicos referentes à recente explosão registrada em São Paulo. O incidente voltou a pautar as discussões sobre a complexidade da infraestrutura subterrânea das grandes metrópoles, onde redes de distribuição operam em sobreposição e exigem manutenções rigorosas para garantir a segurança da população e a preservação do meio urbano.
A proximidade entre as diferentes tubulações torna a identificação prévia de falhas um desafio contínuo para as concessionárias. A ocorrência não detectada de um vazamento de água somada a um possível escape de gás em galerias subterrâneas, por exemplo, pode comprometer a estabilidade do solo e gerar severos riscos à segurança. Diante desse cenário de infraestruturas interligadas, a busca por serviços preventivos tem se tornado uma prioridade em áreas de alta densidade. Há, inclusive, uma crescente demanda por monitoramento e caça vazamento zona norte de São Paulo e em outras regiões estratégicas que concentram malhas de distribuição mais antigas.
Para mitigar esses riscos e atuar de forma preditiva, o uso de tecnologia não destrutiva desempenha um papel fundamental. A aplicação de equipamentos modernos permite mapear e localizar anomalias antes que elas evoluam para incidentes de grandes proporções.
"A prevenção e a localização exata de falhas tubulares são passos primordiais em áreas urbanas complexas. Quando há suspeita de rompimentos, nós utilizamos tecnologias de escuta e rastreamento para isolar o problema sem a necessidade de quebrar o pavimento aleatoriamente, garantindo uma intervenção rápida, precisa e segura", explica Felipe Miguel, técnico especialista na FB Caça Vazamentos.
Entre as ferramentas tecnológicas mais utilizadas por especialistas do setor, destaca-se o uso do geofone, um aparelho acústico ultrassensível capaz de captar as vibrações sonoras no subsolo, identificando com precisão o ponto exato das avarias nas tubulações.
A expectativa das autoridades e da sociedade é que os relatórios que serão apresentados pela Sabesp e pela Comgás tragam diretrizes claras sobre os protocolos de segurança que estavam em vigor no momento da explosão e auxiliem na formulação de novas políticas de prevenção e monitoramento para a malha subterrânea da capital paulista.
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MARCOS MOREIRA CANGUSSU
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