Nem os melhores atletas estão livres do sofrimento emocional. O que isso ensina sobre saúde mental?
Casos cada vez mais frequentes no esporte colocam a saúde mental no centro do debate; psicólogo explica por que desempenho e sofrimento emocional podem caminhar juntos
Divulgação
Durante grandes competições esportivas, a atenção do público costuma estar voltada para gols, medalhas, recordes e resultados. O que nem sempre aparece é a pressão enfrentada pelos atletas fora das câmeras. Ansiedade, medo de falhar, cobranças externas, autocrítica excessiva e esgotamento emocional fazem parte da rotina de muitos esportistas, inclusive daqueles que estão entre os melhores do mundo. Nos últimos anos, atletas de diferentes modalidades passaram a falar publicamente sobre saúde mental, ajudando a ampliar um debate que vai muito além do esporte. Para o psicólogo Bruno Garibaldi, de Rio Preto, o principal aprendizado é que alto desempenho não significa ausência de sofrimento emocional. "Existe uma ideia equivocada de que quem tem alta performance não sofre emocionalmente. Na prática, muitas vezes acontece o contrário. Quanto maior a cobrança, maior pode ser o desgaste psicológico", afirma. Segundo o especialista, o sofrimento emocional nem sempre se manifesta de forma evidente. Muitas pessoas continuam trabalhando, estudando e cumprindo suas responsabilidades enquanto enfrentam dificuldades internas que passam despercebidas. "O sofrimento emocional nem sempre aparece como tristeza. Ele pode surgir como irritação, dificuldade para dormir, queda de rendimento, falta de concentração e sensação constante de esgotamento", explica.
Notícia distribuída pela saladanoticia.com.br. A Plataforma e Veículo não são responsáveis pelo conteúdo publicado, estes são assumidos pelo Autor(a): Henrique Fernandes
henrique@assessiva.com.br