Confiabilidade e desempenho no resfriamento dos equipamentos são decisivos para operações nos data centers

Soluções mais inteligentes de resfriamento ganham espaço com o avanço do uso da IA e o crescimento da economia digital

Por SARAH ABRãO
3 Min

Confiabilidade e desempenho no resfriamento dos equipamentos são decisivos para operações nos data centers
Foto: Divulgação

O crescimento acelerado da economia digital, impulsionado por inteligência artificial, cloud e big data, está transformando a forma como os data centers são projetados e operados. Por isso, o controle de temperatura deixa de ser apenas um aspecto técnico e passa a ser um fator estratégico para garantir estabilidade, continuidade e eficiência.

A Trane, marca da Trane Technologies (NYSE: TT), aposta em uma abordagem mais integrada para lidar com esse desafio. “Hoje, não se trata apenas de resfriar equipamentos, mas de sustentar toda uma nova geração de infraestrutura digital. Com o avanço da inteligência artificial, a demanda por processamento cresce e, com ela, o calor gerado. Isso exige soluções de resfriamento cada vez mais precisas e estáveis”, explica Manuel Salazar, gerente geral de Data Centers e Alta Tecnologia da companhia para a América Latina.

Mais processamento, mais calor

Com o aumento da capacidade de processamento, os equipamentos passaram a concentrar muito mais atividade em menos espaço, o que significa mais calor sendo gerado continuamente. Esse cenário pressiona os sistemas tradicionais de climatização e exige respostas mais rápidas e precisas para evitar pontos de superaquecimento, que podem comprometer o desempenho e até causar falhas.

Outro ponto importante é que os data centers raramente operam no máximo da capacidade o tempo todo. Por isso, sistemas que funcionam bem em diferentes níveis de uso fazem toda a diferença. Na prática, isso significa menor consumo de energia e menos desgaste dos equipamentos, dois fatores essenciais para garantir operação estável e reduzir riscos.

A força das soluções híbridas

Diante desse contexto, cresce a adoção de modelos que combinam diferentes formas de resfriamento. Integrar sistemas baseados em ar e em líquido possibilita explorar cada tecnologia estrategicamente, elevando a eficiência sem reduzir a flexibilidade operacional.

“O resfriamento líquido não vem para substituir o ar, mas para complementar. Essa combinação permite lidar melhor com o calor, reduzir falhas e acompanhar o crescimento dos data centers com mais segurança”, reforça Manuel.

O Brasil vem se consolidando como um dos principais mercados de data centers da América Latina, impulsionado pela demanda crescente por serviços digitais e pela expansão de grandes empresas de tecnologia. Esse avanço aumenta a necessidade de soluções mais eficientes e sustentáveis, capazes de acompanhar o ritmo acelerado da transformação digital, sem abrir mão da confiabilidade.


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SARAH ABRÃO CARDOSO
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