Eficiência energética e digitalização são prioridades de gestores de facilities em diferentes segmentos

Desafios comuns relacionados à energia, digitalização e modernização aproximam profissionais de diferentes segmentos e elevam a relevância da área nas organizações

Por SARAH ABRãO
3 Min

Eficiência energética e digitalização são prioridades de gestores de facilities em diferentes segmentos
Foto: Divulgação/TRANE

Eficiência energética, digitalização e resiliência operacional estão aproximando a realidade dos gestores de facilities em diferentes setores da economia. Independentemente de atuarem em indústrias, universidades, hospitais, laboratórios ou empresas de serviços, esses profissionais enfrentam desafios cada vez mais semelhantes na gestão de edifícios, infraestrutura e ativos críticos.

O tema ganha relevância em um contexto no qual os edifícios respondem por cerca de 30% da demanda global de energia e por 26% das emissões relacionadas ao setor energético, segundo a Agência Internacional de Energia (IEA). Por isso, iniciativas de modernização e uso inteligente de dados vêm se consolidando como ferramentas importantes para aumentar a eficiência operacional e apoiar metas de sustentabilidade.

A tendência foi discutida durante um encontro promovido pela Trane Brasil, líder global em soluções climáticas para edifícios, residências e indústrias, que reuniu profissionais de diferentes segmentos para debater desafios, oportunidades e soluções da área. Apesar das particularidades de cada operação, os participantes identificaram prioridades comuns relacionadas à gestão de ativos, consumo energético, modernização tecnológica e continuidade operacional.

"A gestão predial deixou de ter foco exclusivamente operacional. Hoje, os gestores precisam equilibrar eficiência energética, confiabilidade dos sistemas, conforto dos ocupantes e metas de sustentabilidade, ao mesmo tempo em que apoiam os objetivos estratégicos das organizações", afirma Morgana Ribeiro, Líder de Transformação Digital da Trane Brasil.

Segundo Morgana, essa convergência reflete uma transformação estrutural da área. "Independentemente do segmento, existe uma preocupação crescente com eficiência, previsibilidade operacional e redução de custos. Além disso, a troca de experiências entre diferentes setores permite acelerar a adoção de boas práticas", afirma.

Os resultados obtidos por projetos de modernização reforçam esse movimento. Por exemplo, em um centro comercial brasileiro, a implementação de soluções de gestão predial pela Trane Brasil permitiu economizar mais de 560 mil kWh por ano, reduzir aproximadamente US$ 92 mil em custos de energia e evitar a emissão de 97 toneladas de CO₂ anualmente.

Outro tema recorrente entre os profissionais é o papel crescente dos dados na tomada de decisões. A digitalização dos sistemas prediais e as tecnologias de monitoramento ajudam a identificar oportunidades de melhoria, antecipar falhas e otimizar o desempenho dos ativos.

As discussões mostraram que os desafios da gestão de facilities convergem entre diferentes setores, tornando a troca de experiências um importante catalisador para a evolução da área.


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SARAH ABRÃO CARDOSO
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