Cachorro sozinho por horas. Quando a rotina começa a afetar o comportamento
Dia Mundial do Cachorro, em 26 de agosto, chama atenção para os efeitos de longos períodos sem atividade, interação e estímulos adequados
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Ficar sozinho durante boa parte do dia faz parte da rotina de muitos cães. Quando esse período se estende por várias horas, todos os dias, sem atividade física, estímulo mental ou contato social suficiente, o impacto pode aparecer no comportamento e até na saúde do animal. Destruição de móveis e objetos, latidos frequentes, agitação, ansiedade, apatia e ganho de peso estão entre os sinais que podem indicar uma rotina inadequada. Segundo a veterinária Bruna Blanco, da Dog School Academy, de Rio Preto, não existe um limite de horas que possa ser aplicado da mesma forma a todos os cães. Idade, porte, raça, nível de energia, saúde e hábitos do animal precisam ser considerados. “Há cães que lidam melhor com períodos sozinhos, mas todos precisam ter suas necessidades físicas, mentais e sociais atendidas. Quando isso não acontece de forma adequada, o comportamento pode começar a mudar”, afirma Bruna. Roer móveis, rasgar objetos, cavar, latir ou uivar em excesso podem ser formas de o animal extravasar energia ou lidar com a falta de estímulos. Em alguns casos, também podem surgir comportamentos relacionados à ansiedade de separação. A falta de atividade física traz outro problema: o sedentarismo. Cães que passam muitas horas parados e ainda recebem alimentação ou petiscos em excesso podem ganhar peso e ter a qualidade de vida prejudicada. Os passeios, segundo a veterinária, não devem ser vistos apenas como exercício ou momento para o animal fazer as necessidades. “O passeio também permite que o cão explore cheiros, ambientes, pessoas e outros animais. Tudo isso faz parte da rotina dele e contribui para um comportamento mais equilibrado”, diz. Para animais que permanecem muitas horas sem companhia, a orientação é compensar esse período com uma rotina organizada, que inclua passeios, brincadeiras, brinquedos interativos, enriquecimento ambiental e momentos de interação com o tutor. “Antes de tratar um comportamento como desobediência, é importante entender por que ele apareceu. Muitas vezes, o problema está menos no cachorro e mais na rotina que ele está levando”, afirma Bruna.
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