Estado de greve no INSS: advogado explica possíveis impactos para os segurados
Movimento anunciado nesta quinta-feira (27) ocorre em meio a impasse nas negociações e levanta dúvidas sobre possíveis impactos em atendimentos, análises e concessão de benefícios
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Servidores do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) entraram em estado de greve nesta quinta-feira (27), após um impasse nas negociações com o governo. A mobilização acende um alerta para segurados que aguardam análise de pedidos, perícias e concessões de benefícios e levanta dúvidas sobre como uma eventual paralisação pode afetar os serviços da Previdência. Para o advogado Dr. Márcio Coelho, especialista em Direito Previdenciário e Trabalhista, o principal ponto de atenção para o segurado é acompanhar o andamento do próprio requerimento e guardar todos os protocolos e comprovantes. “Uma eventual paralisação não significa que o segurado perde o direito ao benefício ou que o processo é automaticamente cancelado. O que pode acontecer é um aumento no tempo de análise dos requerimentos que dependem de atendimento ou atuação dos servidores. Por isso, é importante acompanhar o processo e registrar qualquer dificuldade encontrada”, explica. O estado de greve não representa necessariamente uma paralisação imediata de todos os serviços. A categoria pode manter as atividades enquanto as negociações continuam, mas o movimento sinaliza a possibilidade de uma greve caso não haja acordo. Segundo o especialista, quem já protocolou um benefício deve continuar acompanhando o processo pelo Meu INSS e pelo telefone 135. “O segurado não deve simplesmente esperar. É importante verificar se existe alguma exigência, se há prazo para apresentação de documentos ou se foi marcada alguma perícia. Perder um prazo por falta de acompanhamento pode complicar ainda mais o processo”, orienta. A preocupação ganha peso diante do histórico recente de espera na Previdência. Mesmo com iniciativas para reduzir o estoque de pedidos, milhares de segurados ainda dependem de uma resposta do INSS para receber aposentadorias, pensões, auxílios e outros benefícios. Para Márcio Coelho, esse é um dos principais riscos de uma paralisação prolongada. “Se houver redução significativa do atendimento e da análise dos processos, é natural que exista um impacto sobre o tempo de espera. O problema é que estamos falando de pessoas que muitas vezes dependem daquele benefício para sua subsistência. Uma demora excessiva pode representar um prejuízo financeiro muito grande para o segurado”, afirma. O advogado ressalta, porém, que o direito ao benefício deve ser analisado de acordo com a situação individual de cada segurado. “A existência de uma greve não muda os requisitos para a concessão do benefício. O segurado que tem direito continua tendo esse direito. A questão é como garantir que o processo seja analisado em tempo razoável.” A orientação é manter documentos e protocolos organizados, acompanhar regularmente o processo e ficar atento a eventuais convocações ou exigências. “Minha principal recomendação é não deixar o processo parado por falta de acompanhamento. O segurado deve guardar o número do protocolo, verificar o Meu INSS, observar os prazos e, se houver uma demora injustificada, buscar orientação especializada para avaliar quais medidas podem ser tomadas”, finaliza Dr. Márcio. O estado de greve anunciado nesta quinta-feira, 27 de agosto de 2026, coloca novamente a capacidade de atendimento do INSS no centro do debate e pode trazer novos reflexos para quem depende da Previdência Social, caso as negociações não avancem e a categoria decida pela paralisação. Notícia distribuída pela saladanoticia.com.br. A Plataforma e Veículo não são responsáveis pelo conteúdo publicado, estes são assumidos pelo Autor(a):
MARCIA ROSANE STIVAL
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FONTE: Assessoria Márcia Stival