Cabelo não é só estética: hormônios e alimentação afetam os fios

Cabeleireiro Silvio Amaral, de Rio Preto, participa de formação sobre as relações entre organismo, couro cabeludo e mudanças ao longo da vida

Por ASSESSIVA COMUNICAçãO
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O cuidado com os cabelos vai além da escolha do xampu ou da hidratação. Alimentação, alterações hormonais, hábitos cotidianos e envelhecimento também ajudam a compreender as mudanças nos fios e no couro cabeludo. Essa relação foi tema de uma formação da qual participou o cabeleireiro Silvio Amaral, do Bioma Laces, de Rio Preto. Amaral esteve em São Paulo nos dias 30 e 31 de agosto para a Masterclass Método Cris Dios de Cabelos Saudáveis. Ele integrou a primeira turma da formação aberta ao público profissional, conduzida pela cosmetóloga e fundadora do Grupo Laces, Cris Dios. Durante os dois dias, as aulas abordaram os cabelos em diferentes etapas da vida e os fatores que podem interferir em suas características. “A gente aprendeu sobre o cabelo, sobre todas as fases, desde o nascimento até a velhice”, conta Amaral. Segundo o cabeleireiro, a imersão reuniu psicólogos, dermatologistas, nutricionistas, educador físico, tricologistas e profissionais da área de óleos essenciais. A programação também incluiu uma aula sobre medicina ayurvédica. Para Amaral, a presença de profissionais de diferentes áreas ampliou a compreensão sobre as relações entre o organismo, a pele e os cabelos. O aprendizado, segundo ele, ajuda a observar o contexto de cada pessoa, além da aparência dos fios.  “Foi muito conhecimento mesmo para entender esse corpo que fala”, afirma. Entre os temas da formação estavam a avaliação do couro cabeludo e a relação entre alterações capilares e fatores hormonais, nutricionais e metabólicos. A proposta considera o histórico individual como parte da avaliação, em vez de analisar o cabelo isoladamente.  Esse olhar também exige reconhecer os limites do atendimento no salão. Cuidados cosméticos não substituem a avaliação médica, e alterações persistentes ou suspeitas de doenças precisam ser investigadas por profissionais de saúde.

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