Shift põe saúde mental no centro do debate sobre IA
Empresa de Rio Preto promove palestra para colaboradores sobre hiperconexão, sobrecarga e os limites entre estar conectado e saber se desconectar
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Como aproveitar os avanços da inteligência artificial sem transformar agilidade em cobrança permanente? A pergunta estará no centro da talk “Saúde Mental na Era da IA”, que a Shift promove na terça-feira (15), às 11h, para seus colaboradores.
A iniciativa integra as ações do Setembro Amarelo e vai discutir como o uso cada vez mais intenso da tecnologia interfere no bem-estar emocional, nas relações profissionais e na capacidade de estabelecer limites entre conexão e desconexão.
O encontro será conduzido por Marina Campos, professora de Gestão de Pessoas e Desenvolvimento Humano, com formação em Neurociência, Psicologia Positiva, Mindfulness e Gestão Emocional nas Organizações. A proposta é criar um espaço de reflexão sobre comportamentos, sinais de sobrecarga e formas de construir uma relação mais saudável com a tecnologia.
“A inteligência artificial já faz parte da rotina profissional e pode contribuir muito para melhorar processos e reduzir tarefas repetitivas. Ao mesmo tempo, precisamos conversar sobre limites e sobre como utilizar esses recursos sem ampliar a sensação de disponibilidade permanente”, afirma Cristina Bertolino, diretora de Governança e Desenvolvimento Organizacional da Shift.
A discussão ocorre em um momento em que o excesso de conexão já afeta a rotina de profissionais em diferentes países. O Work Trend Index 2025, levantamento da Microsoft com 31 mil trabalhadores de 31 países, mostrou que 80% dos entrevistados afirmam não ter tempo ou energia suficientes para realizar suas atividades. Durante o expediente, os profissionais chegam a ser interrompidos, em média, a cada dois minutos por reuniões, e-mails e mensagens.
Os impactos da saúde mental no trabalho também aparecem nos dados da Organização Mundial da Saúde. Ansiedade e depressão provocam a perda de aproximadamente 12 bilhões de dias de trabalho por ano e um prejuízo estimado em US$ 1 trilhão para a economia mundial.
Para Cristina Bertolino, as empresas precisam acompanhar as mudanças tecnológicas sem perder de vista o cuidado com as pessoas. “O Setembro Amarelo amplia a visibilidade do tema, mas a saúde mental precisa ser discutida durante todo o ano. Ao levar essa conversa aos colaboradores, queremos estimular uma reflexão sobre hábitos, sinais de sobrecarga e o uso mais consciente da tecnologia”.
Com sede em Rio Preto, a Shift é uma empresa brasileira de tecnologia especializada no desenvolvimento de softwares de gestão para a medicina diagnóstica.
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Henrique Fernandes
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