Cadastro começa com 5 ml de sangue e pode salvar uma vida
Dia Mundial do Doador de Medula Óssea, celebrado no dia19 de setembro, reforça a importância de ampliar e manter atualizado o cadastro de voluntários
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Uma pequena amostra de sangue pode ser o primeiro passo para salvar uma vida. No dia 19 de setembro, quando se celebra o Dia Mundial do Doador de Medula Óssea, o alerta é para pacientes que dependem de um doador compatível para continuar o tratamento.
O transplante de medula óssea pode ser indicado em casos de leucemias, aplasia de medula óssea, linfomas, síndromes de imunodeficiência congênita e outras doenças que comprometem a produção das células do sangue.
Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), a chance de encontrar um doador compatível é de cerca de 25% a 30% entre irmãos e muito menor entre pessoas sem parentesco, podendo chegar a 1 em 100 mil. Por isso, quanto maior e mais diverso for o número de voluntários cadastrados, maiores são as possibilidades para quem aguarda um transplante.
“Quando o paciente não encontra um doador compatível na família, o cadastro nacional passa a ser fundamental. Cada novo voluntário aumenta as chances de localizar alguém geneticamente compatível e oferecer uma alternativa de tratamento”, afirma o cirurgião Vitor Boutros Carvalho, de Rio Preto.
Para entrar no Registro Brasileiro de Doadores Voluntários de Medula Óssea (REDOME), é necessário ter entre 18 e 35 anos, estar em bom estado geral de saúde e comparecer a um hemocentro. O cadastro inclui o preenchimento de um formulário e a coleta de uma amostra de 5 ml de sangue para exame de tipagem HLA, que identifica as características genéticas do voluntário.
O cadastro permanece ativo até os 60 anos. Caso haja uma possível compatibilidade, o doador é convocado para exames confirmatórios e avaliação clínica completa antes da doação.
“Fazer o cadastro não significa que a pessoa será submetida imediatamente à doação. Ela somente será chamada se houver compatibilidade com algum paciente e ainda passará por uma avaliação clínica rigorosa. É importante esclarecer esse processo porque o medo e a falta de informação ainda afastam possíveis doadores”, explica Carvalho.
A doação pode ocorrer de duas formas: por punção direta da medula no osso da bacia (crista ilíaca), sob anestesia, ou por aférese, com a coleta das células-tronco diretamente do sangue por meio de uma máquina. A definição do método cabe à equipe médica responsável pelo transplante. De acordo com o INCA, o organismo do doador recupera as células doadas em cerca de 15 dias.
Quem já está cadastrado também tem uma missão importante: manter os dados de contato, como telefone, endereço e e-mail, sempre atualizados junto ao REDOME. Quando surge uma compatibilidade, localizar o voluntário rapidamente pode fazer a diferença entre a vida e a morte do paciente.
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Henrique Fernandes
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