Advogado relata suspeita de intolerância religiosa e homofobia durante corrida de aplicativo
Arquivo pessoal
O advogado Lucas Festa afirma ter sido vítima de um episódio que, segundo seu relato, pode envolver intolerância religiosa e homofobia durante uma corrida solicitada pelo aplicativo Uber, na noite de 17 de setembro de 2026.
O caso teria ocorrido por volta das 21h30, na porta de um centro espírita frequentado pelo advogado. Lucas estava acompanhado por um casal de alunos da instituição quando solicitou, pelo aplicativo, um veículo para retornar para casa.
Segundo o advogado, o motorista que aceitou a viagem chegou ao local e, ao avistá-lo, teria demonstrado hostilidade. Lucas afirma que, no momento em que abriu a porta do veículo para entrar, o motorista teria travado a porta e arrancado repentinamente, quando ele ainda estava inclinado para ingressar no automóvel.
A manobra teria feito com que o advogado quase sofresse um acidente.
“Eu estava entrando no veículo quando ele travou a porta e arrancou. Se eu já estivesse dentro do carro, a situação poderia ter sido ainda mais grave”, relatou Lucas.
Duas pessoas que acompanhavam o advogado teriam presenciado o episódio. Após o ocorrido, Lucas registrou um boletim de ocorrência e informou às autoridades suas suspeitas de que o episódio possa ter sido motivado por intolerância religiosa. Ele também relatou a possibilidade de motivação homofóbica.
Para o advogado, o fato de a situação ter ocorrido na entrada do centro espírita que frequenta é um dos elementos que levantaram a hipótese de discriminação religiosa.
Após o episódio, Lucas também gravou um vídeo relatando o ocorrido e o publicou em seu perfil no Instagram, @lucasdtfesta.
De acordo com os dados registrados na corrida, o motorista foi identificado como Edson e o veículo utilizado seria um Chevrolet Onix.
Caso deverá ser apurado
A apuração dos fatos poderá envolver a análise dos registros da viagem, eventuais imagens de câmeras de segurança e os depoimentos das pessoas que estavam no local no momento do episódio.
Até o momento, a suspeita de intolerância religiosa ou de homofobia constitui um relato e uma hipótese apresentada pelo advogado. A eventual caracterização de crime, bem como a motivação da conduta, dependerá da investigação e das provas que forem reunidas pelas autoridades.
A Uber foi procurada para comentar o caso e informar quais providências pretende adotar, mas não havia apresentado resposta até a publicação desta matéria.
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RODRIGO TELMO LICO
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FONTE: Advogado relata suspeita de intolerância religiosa e homofobia durante corrida de aplicativo