61% dos moradores do Espírito Santo concordam que estudantes de escolas públicas em tempo integral recebem uma educação de melhor qualidade. É o que aponta a pesquisa nacional “O que a população pensa sobre a educação | 2026”, realizada pelo Instituto IDEIA, encomendada pela Fundação Itaú, Fundação Lemann, Instituto Natura, Instituto Sonho Grande, Instituto Unibanco e Todos pela Educação. O levantamento ouviu 20 mil brasileiros a partir de 16 anos nas 27 unidades da Federação, entre maio e julho de 2026, com nível de confiança de 95% para cada uma das amostras coletadas e margem de erro de aproximadamente 1 ponto percentual para mais ou para menos.
No estado, 87% dos entrevistados já ouviram falar de escolas públicas em tempo integral, dos quais 35% se consideram bem-informados a respeito. Na prática, isso significa que, ainda que a política tenha amplo alcance, menos de um em cada três moradores do estado conhecem a fundo a escola pública em tempo integral (87% x 35% = 30%).
Os dados também revelam que, apesar do baixo nível de conhecimento sobre o tema, 44% dos capixabas ouvidos matriculariam ou já têm filho matriculado em uma escola pública de tempo integral. Desse total, 41% responderam que fariam a matrícula, e 3% afirmaram que o filho já estuda nesse modelo. Chama atenção, ainda, uma parcela grande da população que mostrou indecisão ao responder à pergunta: 27% afirmaram que “talvez matriculariam”, indicando que há espaço para ampliar a adesão a esse tipo de escola. Para fins do estudo, considera-se escola pública de tempo integral aquela em que o estudante passa mais de sete horas por dia na instituição.
No recorte nacional, a pesquisa investigou como a população avalia a educação pública, com destaque para temas como aprendizagem, alfabetização, valorização docente, ensino técnico e ensino em tempo integral. Nesse último eixo, 71% dos brasileiros entrevistados afirmam já ter ouvido falar de escolas públicas em tempo integral.
Sobre o Ensino Médio Integral
O Ensino Médio Integral é uma proposta pedagógica multidimensional, moderna, nacional, pública e gratuita. A partir de um modelo de ensino que se conecta à realidade dos jovens e ao desenvolvimento de suas competências cognitivas e socioemocionais, propõe a formação integral dos estudantes. Trabalha pilares como projeto de vida, aprendizado na prática, tutoria, protagonismo juvenil, acolhimento, orientação de estudos e eletivas, que promovem a formação completa do estudante, junto aos componentes curriculares já previstos na BNCC. Está presente em mais de 6 mil escolas em todo o país, beneficiando cerca de 1,1 milhão de estudantes.
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VANESSA MIRANDA MENEZES
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