Rio Preto vende 14,2% menos imóveis novos; lançamentos somam R$ 1,58 bilhão

Valor das vendas cresceu 17,5% no segundo trimestre, apesar da queda no número de unidades; apartamentos vendidos tiveram tíquete médio de R$ 514 mil

Por ASSESSIVA COMUNICAçãO
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Rio Preto vendeu 1.162 imóveis residenciais novos entre abril e junho de 2026, 14,2% menos que no mesmo período do ano passado. O valor movimentado, porém, subiu 17,5%, para R$ 548,4 milhões, segundo levantamento do Secovi-SP. Nos apartamentos, o número de vendas ficou praticamente estável na comparação com o segundo trimestre de 2025: passou de 1.010 para 1.020 unidades. O valor negociado aumentou de R$ 319 milhões para R$ 524,4 milhões, e o tíquete médio foi de cerca de R$ 316 mil para R$ 514 mil. A mudança não significa que os mesmos imóveis tenham valorizado nessa proporção; o resultado também reflete a venda de empreendimentos de maior valor. No mesmo trimestre, o valor dos lançamentos residenciais chegou a R$ 1,58 bilhão, alta de 199,3% em relação ao segundo trimestre de 2025. O número de unidades lançadas avançou 25,4%, para 1.709. No acumulado até junho de 2026, 76% das unidades verticais lançadas estavam fora do Minha Casa, Minha Vida; em 2025, eram 46,8%. Na modalidade Classe Média do Minha Casa, Minha Vida, famílias com renda de até R$ 13 mil podem financiar imóveis de até R$ 600 mil. A Caixa exige entrada mínima de 20%. Aplicado apenas como referência ao tíquete médio de R$ 514 mil, esse percentual representa R$ 102,8 mil. A entrada real depende das condições da operação e da análise de crédito. “É importante olhar além da parcela e planejar também a entrada e os custos da compra”, afirma Victor Hugo Del Angelo, especialista em consórcios e estratégia patrimonial, parceiro da Rosi Dellatorre Corretora. Ele recomenda que quem pretende comprar nos próximos anos comece a organizar a decisão financeira com antecedência, mesmo que a aquisição fique para depois. “Não estou dizendo que alguém deveria correr para comprar imóvel com medo de ficar para trás. Urgência costuma ser uma péssima conselheira patrimonial”, diz Del Angelo. No país, os financiamentos imobiliários com recursos da poupança (SBPE) somaram R$ 132,5 bilhões entre janeiro e agosto, alta de 37,5% sobre o mesmo período de 2025. Foram financiados 384,6 mil imóveis para compra ou reforma, avanço de 35,9%, segundo a Abecip. Os dados locais conferem com o levantamento do Secovi-SP; as regras da modalidade Classe Média e os números nacionais de crédito também foram checados.

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