A Justiça de São Paulo homologou o plano de recuperação extrajudicial de um dos principais grupos varejistas do Brasil – o Grupo Casas Bahia. Agora, a empresa passa a ter respaldo jurídico para negociar com seus credores. O valor total da dívida é de R$ 4,1 bilhões, que poderá ser amortizado ao longo de 78 meses pela varejista. Na decisão, o juiz julgou improcedentes as impugnações feitas por dois credores, que pediam a revisão dos valores incluídos antes da homologação. Esse é um capítulo importante que vem na esteira de outros casos parecidos e não menos emblemáticos, como o das Lojas Americanas e Marisa. Conforme pontuado pelo juízo, o cronograma do plano de recuperação inclui carência de dois anos para o pagamento de juros e de 30 meses para o pagamento da dívida principal. O prazo previsto de amortização é de 6 anos e meio. Vale lembrar que o Grupo Casas Bahia anunciou seu pedido de recuperação extrajudicial ainda no fim de abril, com o objetivo de estender o pagamento da dívida superior a R$ 4 bilhões. Por meio desse procedimento, o grupo pretende renegociar o perfil de dívidas financeiras que tem perante instituições importantes, como o Bradesco e Banco do Brasil. Somados, estes credores detêm mais da metade do valor da dívida das Casas Bahia. Resta, agora, acompanharmos a evolução do caso e o cumprimento do plano proposto.