Transportadoras sustentam abastecimento nacional em cenário de custos elevados e maior exigência operacional
Empresas respondem por 68,5% da produção do transporte rodoviário de cargas e avançam com investimentos em gestão e tecnologia
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De acordo com dados da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), as Empresas de Transporte de Cargas (ETCs) são responsáveis por aproximadamente 68,5% da produção nacional do transporte rodoviário de cargas. O índice evidencia que grande parte da movimentação de mercadorias no país depende da capacidade operacional das transportadoras, que desempenham um papel essencial para garantir o abastecimento, conectar cadeias produtivas e atender às demandas de diferentes setores da economia.
Nesse cenário, o fortalecimento das empresas do setor se torna fundamental para acompanhar o crescimento da demanda logística e responder a alguns desafios relacionados à infraestrutura, tecnologia, qualificação de profissionais e aumento dos custos operacionais. Mais do que ampliar a estrutura de transporte, investir na gestão e na eficiência das operações representa um fator estratégico para a competitividade da economia nacional.
De acordo com Ludymila Mahnic, diretora comercial e operacional da Mahnic Soluções Logísticas, empresa com mais de 50 anos de atuação no mercado, um dos principais fatores para esse volume do Transporte Rodoviário de Cargas é o potencial de adaptação e organização do setor nos últimos anos. Dessa forma, os investimentos passam por profissionalização e capacitação humana e melhorias nos processos e atividades.
“Acredito que essa capacidade está diretamente relacionada à estrutura que as transportadoras desenvolveram ao longo dos anos. Não estamos falando apenas de frota, mas de equipes qualificadas, tecnologia, manutenção, gestão, conhecimento das rotas e a habilidade de atender às particularidades de diferentes clientes e segmentos, o transporte rodoviário tem uma característica muito importante, que é a flexibilidade para chegar a diferentes regiões e se adaptar a diversos tipos de operação”, afirmou a diretora.
No entanto, diante de tantas projeções e das movimentações em alta escala, o setor ainda enfrenta gargalos que dificultam a eficiência e a competitividade. O cenário vem se transformando ao longo dos últimos tempos, principalmente diante das oscilações nos custos da operação, que impactam diretamente o valor do frete e exigem das transportadoras um acompanhamento constante das movimentações do mercado.
Segundo dados do Índice de Frete Rodoviário (IFR), da Edenred Mobilidade, em julho, o frete rodoviário registrou preço médio de R$8,63 por quilômetro rodado, uma queda de 0,46% em relação a junho, quando o valor foi de R$8,67. No mesmo período, o diesel também apresentou redução nos preços, com o combustível comum chegando a R$6,83 por litro e o S-10 a R$7,10.
“Hoje temos uma combinação de desafios. Combustível, manutenção, renovação de frota, mão de obra, infraestrutura e questões tributárias têm impacto direto sobre os custos das empresas. Ao mesmo tempo, o mercado exige cada vez mais agilidade, tecnologia, segurança e qualidade, o que demanda investimentos constantes, em meu ponto de vista, um dos maiores desafios da gestão é justamente encontrar o equilíbrio sem comprometer a qualidade da operação”, aponta Ludymila Mahnic.
Esse contexto também faz com que as transportadoras precisem avaliar com mais cuidado seus próximos passos. Ou seja, à medida que as empresas crescem e passam a atender novos mercados, aumenta também a necessidade de investir em estrutura, pessoas e processos para manter a qualidade dos serviços, na prática, ampliar a atuação exige uma base preparada para acompanhar esse crescimento e responder às novas demandas do setor.
“Temos buscado preparar a Mahnic olhando para diferentes frentes do negócio, isso envolve acompanhar as necessidades dos clientes, investir em estrutura e tecnologia,aprimorar nossos processos e manter atenção constante à qualidade dos serviços. Também entendemos que crescer exige responsabilidade, porque aumentar a capacidade de atendimento precisa vir acompanhado da manutenção do padrão de serviço que queremos entregar, nossa atuação em diferentes segmentos também nos proporciona experiências muito distintas e exige uma empresa preparada para compreender as particularidades de cada operação”, finaliza a empresária.
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