Suplemento virou bala e entrou na mira da Anvisa
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O mercado brasileiro de autocuidado movimentou R$ 27,7 bilhões nos 12 meses encerrados em julho de 2026, crescimento de 9,3%. Os suplementos avançaram 12,4%, enquanto os voltados à prática esportiva cresceram 30%. Somente a creatina registrou alta de 35,9%.
Parte desse mercado aposta em novos formatos, como gomas e caramelos. A praticidade e o sabor ajudam na adesão, mas a semelhança com doces exige atenção à quantidade consumida, à procedência e ao armazenamento.
“Uma apresentação mais agradável pode facilitar o consumo, mas não torna o suplemento livre de cuidados. É necessário conferir a composição, respeitar a recomendação de uso e manter o produto fora do alcance das crianças”, afirma a farmacêutica Eleandra Justi, da Natural Fórmulas, de Monte Aprazível.
O assunto ganhou força após decisões recentes da Anvisa. Em junho, a agência suspendeu três lotes de creatina em gomas mastigáveis. Em agosto, proibiu a fabricação, a venda e a divulgação do Mounja Gummy, que não possuía registro, notificação ou cadastro no órgão.
“Antes de comprar, o consumidor deve verificar quem fabrica, se o produto está regularizado e quais substâncias aparecem no rótulo. Suplementos não podem ser divulgados com promessas de prevenir, tratar ou curar doenças”, explica Eleandra Justi.
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Henrique Fernandes
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