Caminhos da Saúde vão da Serra do Mar até a balsa: quatro cidades da Baixada Santista ganham veículos sanitários.

Por Humberto Tobé, Isabella Werneck Zanon

Por MAYLA TAUANY
4 Min

Caminhos da Saúde vão da Serra do Mar até a balsa: quatro cidades da Baixada Santista ganham veículos
Divulgação

A cidade de Santos, na Baixada Santista, é a referência para as cidades de Cubatão, Guarujá, Mongaguá e Praia Grande para a radioterapia: quem precisa do tratamento é encaminhado, pelo sistema CROSS, para a Santa Casa de Misericórdia de Santos ou para o Hospital Beneficência Portuguesa, as duas instituições filantrópicas credenciadas pelo SUS que concentram esse serviço na região.

O caminho até lá muda conforme o endereço do paciente, e às vezes envolve mais do que estrada. Quem mora em Guarujá cruza o canal de balsa ou pega a Rodovia Cônego Domênico Rangoni. Quem vem de Mongaguá, no litoral sul, enfrenta a Rodovia Padre Manoel da Nóbrega. De Cubatão, o trajeto sobe a Serra pela via local até a Santa Casa. Praia Grande, apesar de ter rede hospitalar própria para diagnóstico e quimioterapia, também segue esse fluxo quando o tratamento exige radiação. Em nenhum dos quatro casos existe atalho: a radioterapia pública da Baixada Santista é santista em sua totalidade.

Para dar conta dessa rotina, o programa Caminhos da Saúde, do Ministério da Saúde, distribuiu quatro veículos aos municípios. Cubatão, Guarujá e Praia Grande receberam cada uma uma Ambulância Tipo A. Mongaguá, com 61.951 habitantes, recebeu um micro-ônibus. Os veículos são parte do lote de unidades financiadas pelo Novo PAC e pelo Programa Agora Tem Especialistas, instituído pela Lei nº 15.233/2025.

A escolha do tipo de veículo é proposital, pois a ambulância atende quem tem restrição de mobilidade e precisa viajar sozinho até Santos, muitas vezes em decúbito horizontal, situação comum em pacientes já em situação avançada. Já o micro-ônibus de Mongaguá permite reunir vários pacientes e acompanhantes numa mesma viagem pela Padre Manoel da Nóbrega, uma rota que, para quem está no litoral sul, é sempre mais longa do que para o resto da região.

A chegada dos quatro veículos amplia a capacidade das prefeituras no atendimento local. Cada gestão municipal assume a organização diária das rotas e das agendas de viagem. A manutenção financeira desse serviço une esforços, e a cidade conta com o Governo Federal para o repasse contínuo de recursos via Tratamento Fora do Domicílio (TFD).

Referências

BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção Especializada à Saúde. Departamento de Atenção Especializada e Temática. Departamento de Atenção ao Câncer. Nota Técnica Conjunta nº 153/2026: critérios para a distribuição de veículos para o Transporte SanitárioEletivo no âmbito do Novo PAC e do Programa Agora Tem Especialistas – Caminhos da Saúde. Brasília, DF: Ministério da Saúde, 2026.

BRASIL. Ministério da Saúde. Caminhos da Saúde. Brasília, DF: Ministério da Saúde, 2026. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/composicao/saes/agora-tem-especialistas/caminhos-da-saude.

Sobre os autores

Humberto Tobé é Pós-Graduado em Gestão da Saúde Pública, trabalha na interlocução com prefeitos, vereadores, gestores municipais e representantes da área da saúde dos municípios paulistas.

Isabella Werneck Zanon é graduanda em Políticas Públicas e Mestranda em Relações Internacionais pela Universidade Federal do ABC (UFABC)


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MAYLA TAUANY MOTA DA SILVA
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