Emagreceu com caneta? Parte do peso perdido pode ser músculo

Análise de 22 estudos mostra que a massa magra representa cerca de 25% do peso eliminado; nutricionista e preparador físico explicam como reduzir o risco

Por ASSESSIVA COMUNICAçãO
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As canetas emagrecedoras ajudam a controlar o apetite e aceleram a perda de peso, mas o resultado mostrado na balança pode esconder um problema: parte dos quilos eliminados pode vir da massa magra, e não apenas da gordura. Uma metanálise publicada na revista científica Metabolism reuniu 22 ensaios clínicos randomizados, com 2.258 participantes. O levantamento concluiu que os medicamentos ligados ao GLP-1 reduziram principalmente gordura, mas também provocaram perda de massa magra. Em média, ela correspondeu a cerca de 25% do peso eliminado. Massa magra inclui músculos, ossos, órgãos e líquidos corporais. Isso significa que nem toda a redução identificada nos estudos representa perda muscular. Ainda assim, a mudança exige atenção, principalmente quando o emagrecimento ocorre rapidamente e sem acompanhamento nutricional ou treino de força. O nutricionista Ronan Nakau, de Rio Preto, explica que o risco aumenta quando a redução do apetite não é acompanhada por um plano alimentar adequado. Ao comer muito menos, o paciente pode deixar de consumir as quantidades necessárias de proteínas, carboidratos, vitaminas e minerais. “A balança mostra quantos quilos foram perdidos, mas não revela a qualidade desse emagrecimento. O paciente pode reduzir bastante o peso e, ao mesmo tempo, perder músculos importantes para sua força, seu metabolismo e sua autonomia”, afirma Nakau. Uma análise do estudo STEP 1 acompanhou a composição corporal de 140 participantes tratados com semaglutida durante 68 semanas. A gordura corporal total caiu 19,3%, enquanto a massa magra foi reduzida em 9,7%. Apesar da queda, a participação da massa magra no peso corporal aumentou porque a perda de gordura foi proporcionalmente maior. Idosos, pessoas sedentárias e pacientes com obesidade sarcopênica — condição marcada pelo excesso de gordura associado à baixa massa muscular — precisam de atenção redobrada. Perda de força, flacidez acentuada, cansaço, fadiga constante e queda no rendimento durante a musculação estão entre os sinais que devem ser observados. Segundo Nakau, a preservação da massa muscular depende de uma alimentação planejada de acordo com o peso, a rotina, a intensidade dos exercícios e as condições de saúde de cada pessoa. “Não basta acrescentar proteína de qualquer maneira. É preciso avaliar a quantidade total consumida, a distribuição ao longo do dia e se o paciente consegue manter uma alimentação completa mesmo com a redução do apetite”, diz o nutricionista. Além da alimentação, a musculação e outros exercícios de resistência ajudam o organismo a conservar os músculos durante o emagrecimento. O preparador físico Danilo Ozanique, da Academia Go Heat, em Rio Preto, explica que o treino de força cria um estímulo para a preservação da massa muscular. “Nossos músculos funcionam como um plano de saúde silencioso. Eles ajudam na proteção dos ossos e das articulações, favorecem a saúde cardiovascular, aumentam a força e contribuem para a longevidade. Na estética, também dão sustentação à pele e reduzem o aspecto de flacidez”, afirma Ozanique. Na academia, o treino deve trabalhar o corpo de maneira global, incluindo membros superiores e inferiores. A frequência, a carga e a intensidade da musculação precisam ser definidas de acordo com o condicionamento e as condições de cada pessoa. Quem está começando a treinar ou perde peso rapidamente pode precisar de adaptações. “O treino deve ser planejado de forma progressiva. Em caso de fraqueza, tontura ou queda de rendimento, é necessário reduzir a intensidade e reavaliar também o plano alimentar”, orienta Ozanique. Além da balança, a bioimpedância e a avaliação física ajudam a acompanhar as mudanças na proporção entre gordura e massa magra. Para quem busca emagrecimento saudável, o objetivo não deve ser apenas reduzir o peso, mas preservar força, músculos e capacidade física. A combinação de acompanhamento nutricional, musculação e treino de força em uma academia em Rio Preto permite monitorar a evolução e adaptar a rotina conforme o ritmo de emagrecimento e as condições de cada aluno.

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