Ofensa de pai pode fazer time perder pontos em campeonato de base de Rio Preto

Copa AME adota tolerância zero contra ataques à arbitragem, adversários e atletas; regra prevê advertência, retirada do torcedor e até derrota da equipe

Por ASSESSIVA COMUNICAçãO
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Ofensa de pai pode fazer time perder pontos em campeonato de base de Rio Preto
Divulgação
Uma ofensa vinda da arquibancada poderá decidir uma partida da Copa AME, campeonato de futebol de base realizado em Rio Preto e região. A organização anunciou uma nova regra de tolerância zero para pais e torcedores que atacarem árbitros, jogadores ou integrantes das equipes adversárias.

A medida estabelece três etapas de punição. No primeiro episódio, o árbitro deverá comunicar imediatamente a comissão técnica da equipe responsável pela torcida de onde partiram as ofensas.


Caso o comportamento continue, será aplicado um cartão amarelo para a torcida. Se o autor for identificado, ele deverá deixar o local da partida imediatamente.

A punição mais dura será aplicada se as agressões verbais persistirem. Nesse caso, o árbitro mostrará o cartão vermelho e a equipe ligada ao torcedor perderá automaticamente os pontos do jogo.

Segundo o diretor da Copa AME, Nicollas Neves, a decisão busca proteger principalmente as crianças e os adolescentes que participam da competição.

“Não podemos permitir que a pressão dos adultos transforme um jogo de crianças em um ambiente de agressões. A formação dos atletas também passa pelo exemplo dado fora de campo”, afirma Neves.

A regra vale para ofensas contra a arbitragem, a equipe adversária e os próprios atletas. A organização quer responsabilizar não apenas quem estiver dentro das quatro linhas, mas também quem acompanha as partidas nas arquibancadas.

Campeonatos de base costumam reunir familiares e amigos dos jogadores, com participação direta dos pais na rotina esportiva das crianças. Para a direção da Copa AME, porém, o incentivo precisa respeitar limites.

“O pai pode torcer, vibrar e apoiar o filho. O que não cabe é xingar, ameaçar ou desrespeitar quem está trabalhando e jogando. Se a ofensa continuar, haverá consequência para a equipe”, diz Neves.

A Copa AME trabalha com categorias de base e tem como proposta utilizar o futebol na formação de valores como disciplina, respeito e convivência. A campanha adotada pela competição traz o lema “Mais que futebol, formação de cidadãos”.

“A vitória não pode ser mais importante do que a educação. Queremos formar bons atletas, mas, acima de tudo, pessoas que saibam respeitar o outro”, completa o diretor.

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Henrique Fernandes
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