Black Friday e fim do prazo do Simples Híbrido aumentam protagonismo da Apuração Assistida
Tecnologia ajuda o varejo a avaliar créditos, conciliar informações fiscais e proteger margens na transição para CBS e IBS
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O prazo para as empresas inscritas no Simples Nacional optarem entre manter a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) na guia unificada ou optar pelo recolhimento desses tributos pelo regime regular, no chamado Simples Híbrido, termina no dia 30 de outubro. Enquanto isso, as empresas se preparam para a mega promoção Black Friday. Nesse contexto, os especialistas afirmam que o investimento em tecnologias que viabilizam a Apuração Assistida ganha importância estratégica com potencial de definir não apenas o sucesso financeiro desta data sazonal, mas principalmente a transição para o novo ambiente da Reforma Tributária a partir de 2027. Isso porque esse instrumento viabiliza a conferência das informações fiscais, a identificação de divergências e o controle dos dados que fundamentam o cálculo dos tributos e o reconhecimento de créditos. “Escolher um modelo de recolhimento sem compreender os efeitos sobre os créditos, os custos e a relação com clientes e fornecedores pode comprometer a qualidade da decisão. A Apuração Assistida contribui para dar consistência às informações que sustentam essa análise, permitindo que a empresa identifique divergências e tenha uma visão mais estruturada de sua operação”, afirma Paulo Zirnberger, CEO da Omnitax. Segundo ele, a decisão entre o Simples tradicional e o modelo híbrido não deve ser tomada apenas pela comparação entre alíquotas. É necessário avaliar o perfil dos clientes, a composição dos custos, o volume de compras, a cadeia de fornecedores e a relevância dos créditos tributários para a competitividade comercial. No modelo tradicional, CBS e IBS permanecem no recolhimento unificado do Simples Nacional. No híbrido, a empresa continua no regime simplificado para os demais tributos, mas passa a apurar CBS e IBS pelas regras do regime regular, o que pode permitir o aproveitamento de créditos conforme a legislação aplicável. “A Black Friday é uma oportunidade para testar a integração dos processos em condições de grande volume operacional. Com a Reforma Tributária, a qualidade da informação fiscal passa a ter importância ainda maior para a gestão dos créditos e para a formação de preços. O varejista precisa conectar a decisão tributária à estratégia comercial, e não analisar esses temas separadamente”, conclui Zirnberger. A Apuração Assistida se insere nesse processo ao apoiar a consistência dos dados fiscais e a identificação de diferenças entre os registros da empresa e as informações utilizadas na apuração. Com dados mais confiáveis, a organização pode realizar simulações mais fundamentadas e avaliar os reflexos das escolhas tributárias sobre preços, margens e fluxo de caixa. “Uma falha de cadastro, um documento inconsistente ou uma divergência entre registros pode dificultar a conferência das operações e a identificação dos créditos cabíveis. Por isso, além de revisar preços e estoques, o varejo precisa verificar se seus processos fiscais conseguem acompanhar o ritmo das vendas”, diz. A preparação para 2027, portanto, deve ter a Black Friday como uma grande simulação na prática sobre a eficiência do modelo tributário escolhido. Isso envolve tanto a opção consciente do modelo de recolhimento quanto a capacidade de operar com dados fiscais consistentes. “A Apuração Assistida é um componente importante dessa transformação, ao aproximar conformidade tributária, eficiência operacional e gestão financeira”, conclui. Notícia distribuída pela saladanoticia.com.br. A Plataforma e Veículo não são responsáveis pelo conteúdo publicado, estes são assumidos pelo Autor(a):
ADEMIR MORATA DE SOUZA
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