Plano de recuperação judicial do Grupo Braki segue sem homologação após quase dois anos e gera frustração entre credores
DAVID FLORIM
22/01/2026 16h13 - Atualizado há 1 mês
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O plano de recuperação judicial do Grupo Braki segue pendente de homologação e cumprimento definitivo mesmo após quase dois anos da aprovação em assembleia geral de credores. Com endividamento superior a R$ 52 milhões, os credores aguardam a regularização do processo e a definição judicial quanto aos próximos passos, incluindo o pagamento de parcelas previstas no plano aprovado que já estão vencidas. O Grupo Braki é formado pelas empresas Nutrição Animal Santa Fé, Braki Agropecuária, Braki Forrageiras, Braki Transportes, além de Lenira Cavezan Momo e Isaias Momo. O grupo atua na produção rural no interior do Estado de Mato Grosso, inclusive por meio do arrendamento de áreas de terceiros. O pedido de recuperação judicial foi protocolado em 13 de fevereiro de 2023. Em Assembleia Geral de Credores realizada em 16 de abril de 2024, o plano de recuperação judicial foi aprovado, prevendo vencimentos ainda naquele mesmo ano. No entanto, segundo informações constantes nos autos, a homologação do plano ainda não ocorreu, em razão da necessidade de apresentação das certidões negativas de débito tributário, requisito previsto na legislação para a concessão definitiva da recuperação judicial. O processo tramita na 4ª Vara Cível de Rondonópolis (MT), nos autos nº 1003325-71.2023.8.11.0003. Desde então, o feito permanece suspenso, enquanto o Judiciário analisa as providências cabíveis. Outro aspecto que tem sido acompanhado pelos credores é a ausência dos Relatórios Mensais de Atividades (RMAs) desde março de 2024. Esses relatórios, elaborados pelo administrador judicial, reúnem informações contábeis, financeiras e operacionais das empresas em recuperação e são considerados instrumentos relevantes de transparência. O Ministério Público do Estado de Mato Grosso já se manifestou nos autos pela extinção da recuperação judicial, o que pode permitir que os credores retomem medidas de cobrança direta. Além disso, diante da não apresentação de documentos obrigatórios, alguns credores também solicitaram providências previstas em lei, como a análise da gestão das empresas, pedidos que aguardam apreciação judicial. Enquanto não há uma decisão definitiva, os credores seguem acompanhando o andamento do processo e aguardam a definição judicial quanto ao futuro da recuperação judicial. Notícia distribuída pela saladanoticia.com.br. A Plataforma e Veículo não são responsáveis pelo conteúdo publicado, estes são assumidos pelo Autor(a):
DAVID ROBERTO FLORIM
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