Tecnologia e ancestralidade: Projeto Cultura Maker expande territórios com foco em jovens mulheres negras

Iniciativa promove letramento digital e inovação para reduzir o hiato de gênero e raça no mercado da Indústria Criativa

Por TAMYRIS TORRES
3 Min

Tecnologia e ancestralidade: Projeto Cultura Maker expande territórios com foco em jovens mulheres negras
Participação do Cultura Maker, com sua ilha de podcast, durante FECTI, em dezembro 2025, no Rio de Janeiro.
 

Em um cenário onde a Inteligência Artificial deve transformar 40% das ocupações globais — segundo o Fórum Econômico Mundial —, o Projeto Cultura Maker, da Drum Brasil, atua para que jovens da periferia liderem essa transição. Inspirada pelo reconhecimento histórico da professora Débora Garofalo em Dubai, como a primeira Influenciadora Global do ano, a iniciativa chega à sua quarta edição com planos de expansão nacional. O projeto dobra a aposta no futuro ao integrar IA Generativa e Robótica Sustentável em sua grade de formação.

O DNA do Cultura Maker pulsa com a democratização do saber técnico. Ao priorizar o letramento tecnológico de jovens negras e periféricas por meio da experiência prática, o projeto atua na raiz das desigualdades. O objetivo final é transformar o cenário da indústria criativa, substituindo barreiras históricas por protagonismo e inovação feita por quem entende a realidade das ruas.

"Quando uma professora como a Débora Garofalo brilha mundialmente, para o nosso orgulho, ela abre um portal de possibilidades. No Cultura Maker, nós atravessamos este portal todos os dias, provando que a robótica feita com sucata e a IA programada na quebrada têm o poder de mudar a vida das nossas comunidades", afirma José Carlos Viera Jr, CEO da Drum Brasil.

A relevância do Cultura Maker é corroborada por números alarmantes e, ao mesmo tempo, repletos de oportunidade:

  • A Lacuna de Gênero: Segundo o IBGE, embora as mulheres sejam maioria na graduação, elas ocupam apenas 20% dos cargos de tecnologia no Brasil.
  • Recorte de Raça: O relatório Pretas de Tech indica que mulheres negras são as que mais sofrem com a falta de acesso a cursos de ponta, apesar de serem a base da economia criativa periférica.
  • O Mercado de IA: De acordo com a IDC (International Data Corporation), os investimentos em IA no Brasil devem ultrapassar US$1 bilhão em 2024. O Cultura Maker atua para que esse capital também chegue às mãos de talentos da favela.

Longe da rigidez dos cursos técnicos convencionais, o Cultura Maker aposta na "estética da resistência" — marca registrada de sua identidade digital — para engajar suas alunas. Aqui, o ensino de IA é aplicado à realidade: da automação na reciclagem à valorização da herança afro-brasileira no design e na moda. Após transformar a trajetória de centenas de jovens, a iniciativa da Drum Brasil expande suas fronteiras pelo país com um objetivo audacioso: formar uma rede nacional de "Embaixadoras da Inovação", conectando talentos periféricos aos grandes hubs de tecnologia e ao mercado de trabalho

Instagram: @culturamakeroficial | @drumbrasil

Contato: [email protected] - 21 97132-8024 | Tamyris Torres



 

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ALEX YAN DA COSTA MENDES
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FONTE: Assessoria de Imprensa
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