O Mês Internacional da Mulher costuma encher as empresas de flores e discursos, mas a eficácia dessas homenagens é colocada à prova pela realidade dos dados: o volume de processos por assédio sexual no Brasil cresceu 35% entre 2023 e 2024, segundo a Justiça do Trabalho. Nesse cenário, a chegada da plataforma ATHENA7 propõe transformar celebrações pontuais em estrutura de governança real. Mais do que uma questão de cultura organizacional, a prevenção ao assédio e à violência no trabalho tornou-se uma exigência legal rigorosa com a atualização da NR1. Para que a voz feminina seja protegida de fato, as organizações precisam de mecanismos que garantam o microfone ligado e, principalmente, a ausência de retaliação.
Mais do que uma questão de empatia, a prevenção ao assédio tornou-se uma obrigação legal rigorosa com a atualização da NR1, exigindo canais que funcionem como pilares de governança. Atento a essa demanda por uma estrutura que vá além dos treinamentos genéricos, o empresário Túlio Iannini desenvolveu o projeto para ser um ambiente de acolhimento especializado em casos de violência no trabalho. Lançada oficialmente este ano, a solução prioriza a jornada da vítima, oferecendo um fluxo tecnológico que garante o acompanhamento do processo e a integridade das informações. Para o idealizador do sistema, a ferramenta é um divisor de águas na cultura organizacional. “Se as mulheres encontram um espaço genuinamente seguro e especializado, elas se sentem encorajadas a quebrar o ciclo do silêncio", afirma.
A resistência em abordar o assédio como um problema estrutural muitas vezes resulta em um adoecimento geral das equipes e na perda de talentos qualificados. Embora as mulheres sejam maioria no ensino superior, elas ainda enfrentam barreiras que impedem o pleno desenvolvimento de suas carreiras, incluindo a disparidade salarial e o medo de exposição. O empresário reforça que a tecnologia deve servir como uma ponte para humanizar essas relações e profissionalizar a resposta institucional a incidentes críticos. Em sua visão, a transparência não beneficia apenas a colaboradora, mas protege a própria saúde financeira e a reputação da companhia a longo prazo.
A eficácia de um canal de denúncias depende diretamente do processo educativo que o sustenta. Por isso, a proposta da plataforma inclui o suporte para que líderes e profissionais de RH compreendam as terminologias jurídicas e as nuances que configuram o assédio moral e sexual. O fundador do canal destaca que o entendimento da legislação é o primeiro passo para criar planos de ação personalizados para cada contexto empresarial. "É fundamental compreender as razões pelas quais o assédio ainda encontra brechas para ser tolerado em nossa sociedade e dentro das instituições", pontua o executivo.
Para marcar o mês em que o debate sobre a voz feminina ganha força, a ATHENA7 promove um webinar exclusivo no dia 12 de março, às 17h30. O encontro pretende discutir como as empresas podem transitar das homenagens pontuais para uma cultura de escuta ativa permanente. O objetivo é detalhar as exigências da nova NR1 e demonstrar como a tecnologia pode ser usada para mitigar crises antes que elas se tornem processos judiciais onerosos. "O canal de denúncias não é apenas um repositório de queixas, mas o traço de um diálogo maduro que busca soluções reais para problemas antigos", conclui.
Serviços
A voz das mulheres no mercado corporativo
Data: 12/03 (quinta-feira)
Horário: 17:30
Inscrições: https://webinar.zoho.com/meeting/register?sessionId=1059364534
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MARIA JULIA HENRIQUES NASCIMENTO
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