WhatsApp cria contas supervisionadas por pais para menores. Especialista diz que recurso chega com atraso
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O WhatsApp anunciou nesta semana um novo sistema de controle parental para contas de menores de 13 anos, permitindo que pais e responsáveis gerenciem contatos, grupos e configurações de privacidade dentro do aplicativo. A novidade será liberada gradualmente nos próximos meses.
Pelo novo modelo, a conta da criança ou adolescente ficará vinculada à de um responsável. Os pais poderão definir quem pode enviar mensagens, quais grupos o menor pode participar e analisar solicitações de contato de números desconhecidos, tudo protegido por um PIN exclusivo.
Para o especialista em inteligência artificial, Arthur Santini, associado da Apeti (Associação de Empresas e Profissionais de Tecnologia de Rio Preto), a novidade é relevante, mas chega tarde em relação ao que já existe em outras plataformas.
“Na verdade o WhatsApp já demorou muito para lançar isso. O que eles estão fazendo agora é basicamente um controle parental dentro do próprio aplicativo. O pai cadastra a conta do filho e cria um PIN para liberar ou bloquear recursos”, explica.
Segundo Santini, o sistema deve permitir três controles principais: quem pode mandar mensagens para a criança, para quem ela pode enviar mensagens e quais recursos do aplicativo estarão liberados.
“Você consegue definir quem pode falar com o filho e também para quem ele pode mandar mensagem. Além disso, alguns recursos do WhatsApp podem ficar limitados ou bloqueados”, afirma.
Apesar da novidade, o especialista lembra que o conceito de supervisão digital já existe há alguns anos. “Controle parental não é algo novo. Existem aplicativos que controlam o celular inteiro da criança, mostram localização e até espelham a tela. Isso existe há muito tempo, inclusive em televisão desde os anos 90”, diz.
Para ele, a principal diferença é que agora o recurso passa a ser nativo dentro do próprio WhatsApp, sem necessidade de instalar outras ferramentas.
“A novidade não é o controle parental em si. O que muda é o WhatsApp ter colocado isso dentro do aplicativo. Antes quem queria fazer esse tipo de controle precisava instalar outro aplicativo para monitorar o celular do filho.”
Santini também acredita que a função deve atender principalmente pais que ainda não utilizavam ferramentas de controle digital.
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Henrique Fernandes
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