Diplomacia Social: Instituto Por Elas e Prefeitura de Nova York unem forças contra a violência doméstica.

Entenda os detalhes do evento técnico que apresentou soluções brasileiras de moda circular e proteção feminina para gestores públicos americanos no dia 12 de março.

Por Bendita Letra
4 Min

Diplomacia Social: Instituto Por Elas e Prefeitura de Nova York unem forças contra a violência doméstica.
Instituto Por Elas
 

Com índices alarmantes que apontam que uma em cada três mulheres no mundo já sofreu violência física ou sexual, conforme dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), o enfrentamento a esse ciclo de abusos ganha novos contornos através da diplomacia social. No último dia 12 de março, a cidade de Nova York tornou-se o cenário de uma cooperação estratégica entre o Instituto Por Elas e o Mayor’s Office to End Domestic and Gender-Based Violence. O encontro técnico no Manhattan Family Justice Center reuniu lideranças brasileiras e norte-americanas para consolidar uma agenda que une inteligência em segurança pública e protocolos avançados de proteção feminina, conectando a realidade brasileira ao que há de mais rigoroso no cenário global.

 

O evento focou no intercâmbio de soluções que integram polícia, justiça, saúde e assistência em um fluxo único, modelo pelo qual o centro nova-iorquino é reconhecido mundialmente. A comitiva brasileira apresentou como a inovação social, incluindo frentes como a moda circular, pode servir de ferramenta de emancipação e independência financeira para sobreviventes.

 

De acordo com Rizzia Froes, advogada que preside a organização e idealizou o projeto, o sucesso da missão reflete a força da mobilização brasileira no exterior. "O evento na prefeitura foi um sucesso. Contamos com a presença de 26 lideranças do Brasil, incluindo a Secretária de Acesso à Justiça do Ministério da Justiça, Sheila de Carvalho, e representantes do Ministério das Mulheres. Tivemos também a presença da juíza Ana Lúcia Lourenço, representando a Comissão Nacional de Justiça para as Mulheres (CNJ), e de Marina Ganzarolli. A bancada política foi fortalecida pela vereadora Marcela Gaspar, de Batatais (SP). Foi um grupo muito forte, somado às representantes locais de Nova York, onde debatemos como devemos melhorar e integrar as redes de proteção no Brasil", afirma a fundadora.

 

Para ela, a presença no coração da justiça em Manhattan é o resultado de uma aliança exclusiva cultivada há anos. "A proteção da mulher não pode ser fruto de improviso, ela exige engenharia, método e articulação institucional de alto nível. Estar aqui bebendo da fonte dos protocolos mais eficientes do mundo nos permite elevar o padrão do que entregamos no Brasil, garantindo que nossas tecnologias sociais tenham o embasamento necessário para salvar vidas de forma escalável", pontua.

 

A visita técnica permitiu um mergulho profundo na estrutura de Nova York para inspirar novas políticas públicas em solo brasileiro. Ocupar esses espaços de decisão é fundamental para que a voz da mulher brasileira seja ouvida onde se desenha o futuro da segurança pública. "Não estamos em Nova York apenas para aprender, mas para discutir como a potência dessas ações de impacto pode ser adaptada. A diplomacia social nos permite entender que a violência doméstica é um desafio global que exige soluções compartilhadas", conclui a advogada.

 

Essa aproximação promete fortalecer o canal de comunicação entre as metrópoles, permitindo que o intercâmbio de inteligência e métricas de sucesso se torne uma constante no combate à violência de gênero em ambos os países. A união entre o terceiro setor e o governo estrangeiro sinaliza um novo patamar para o Instituto Por Elas, que expande seu impacto ao influenciar diretrizes de acolhimento e proteção de forma global.

 

Acompanhe o Instituto Por Elas nas redes sociais 

Site: porelas.org | Instagram: @institutoporelas

 

Fonte: Rizzia Froes - Advogada e Presidente e fundadora do Instituto Por Elas.


 

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MARIA JULIA HENRIQUES NASCIMENTO
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