A Drum Brasil realizou, na tarde do dia 14 de março, uma ação especial de encerramento em parceria com o Projeto Tia Egle, instituição que é pilar de transformação social na Zona Noroeste de Santos. Durante 1h30 de atividade intensa, 16 crianças e adolescentes — em sua maioria alunos da rede pública de ensino ou residentes do entorno — mergulharam no universo da tecnologia e da ancestralidade.
Unindo tradição e inovação, os participantes realizaram uma oficina prática de animação na plataforma Scratch, desenvolvendo narrativas digitais baseadas na história e cultura dos povos originários. A ação foi realizada com o apoio da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas, do Ministério da Cultura, Governo do Estado de SP e viabilizado via Lei Paulo Gustavo.
Professora Carolline Prado durante oficina
O Projeto Tia Egle atua desde 2003 na Baixada Santista, fruto do sonho de sua idealizadora e eterna presidente, Tia Egle, que dedicou a vida inteira a essa causa até seu falecimento, em setembro de 2024. O projeto nasceu com a missão urgente de reduzir os
A oficina, em parceria com o Cine Clube, foi um desdobramento da experiência obtida pelo projeto da Drum Brasil no Festival Jaraguá é Guarani, em São Paulo, onde o projeto registrou a resistência dos povos expulsos do Pico do Jaraguá no século XVI. Em Santos, esse conteúdo serviu de inspiração para que os jovens se tornassem autores de suas próprias animações.
Utilizando o Scratch — linguagem de programação visual desenvolvida pelo MIT — os alunos aprenderam a criar personagens e roteiros baseados nas referências indígenas colhidas pelo Instituto. Para o CEO da Drum Brasil, José Carlos Vieira Jr., a etapa no Projeto Tia Egle tem um peso ético fundamental:
"Estamos encerrando este ciclo contando uma história de resistência. O que fazemos no Projeto Tia Egle é levar a verdade histórica de forma lúdica. Não é apenas sobre aprender a programar; é sobre saber quem somos e transformar a história em criatividade no presente em parcerias com importantes projetos como o da Tia Eagle. Só temos a agradecer a acolhida e o retorno disso tudo é para as crianças."
Viabilizado pela Lei Paulo Gustavo, com apoio da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo e do Ministério da Cultura, o Cine Clube fomenta a diversidade em áreas periféricas. A iniciativa valoriza ícones como Grande Otelo e Adélia Sampaio, integrando tecnologia de ponta ao protagonismo negro e indígena. Após passar por locais como CEU Heliópolis e Parque Bristol, o projeto encerra sua jornada na Baixada Santista reafirmando seu compromisso com a democratização do acesso à cultura digital.
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ALEX YAN DA COSTA MENDES
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