Com salto de 178% no número de turistas, Nomad revela como o brasileiro consome na China: imersão profunda, super-apps e trens-bala

Levantamento mostra que 91% dos brasileiros que vão à China não visitam outros países na mesma viagem; Xangai se consolida como polo de tecnologia e luxo,  enquanto Pequim é o ponto de partida histórico.

Por Renata Nascimento
6 Min

Com salto de 178% no número de turistas, Nomad revela como o brasileiro consome na China: imersão profunda,
Imagens: Nomad/divulgação

São Paulo, março de 2026 – Um novo levantamento da Nomad, fintech que facilita a vida financeira de brasileiros no exterior, aponta que a China deixou de ser um destino de nicho para se tornar uma rota de imersão profunda para o turista brasileiro. Os dados revelam um crescimento de 178% no número de viajantes do Brasil para o país asiático entre 2024 e 2025.

Ao contrário do comportamento padrão na Europa — onde o turista costuma visitar vários países em uma mesma viagem —, a China retém a atenção total do visitante: 91% dos brasileiros que desembarcam no país não visitam nenhuma outra nação na mesma viagem. O estudo analisou o comportamento financeiro dos clientes da Nomad nos últimos 18 meses, com foco em Pequim e Xangai, cruzando dados de volume financeiro total (onde o brasileiro deixa a maior parte do orçamento) com a recorrência de transações (onde o cartão é usado com mais frequência).

“A China é um destino que alinha tradição cultural à vanguarda da economia digital. Esse potencial turístico soube usar recursos tecnológicos para eliminar barreiras linguísticas, permitindo que o viajante aproveite ao máximo sua estadia no país. Para nós, é gratificante ver como a Nomad remove as fricções financeiras nessa jornada: nossa plataforma é amplamente aceita nos estabelecimentos locais, garantindo que o brasileiro tenha a mesma fluidez de pagamento em Pequim ou Xangai que teria em qualquer metrópole ocidental ’, reforça Bruno Guarnieri, CRO da Nomad.

O fenômeno da mobilidade invisível e do QR Code

Antes de detalhar as cidades, o levantamento destaca tendências que dominam todo o país. A primeira é a soberania do Didi (aplicativo de transporte local). Ele lidera tanto em volume quanto em frequência porque elimina a barreira do idioma: o brasileiro não precisa explicar o destino ao motorista. Outro ponto é o refúgio gastronômico: redes como McDonald's e Starbucks figuram no topo das transações diárias. Segundo a análise da Nomad, isso ocorre pela facilidade tecnológica, já que o turista consegue fazer pedidos via totens ou QR Code de forma intuitiva, fugindo da barreira linguística dos cardápios tradicionais.

Confira a análise comportamental por destino:

Pequim: o hub histórico e institucional
A capital chinesa atrai um perfil de consumo mais espalhado entre hotelaria tradicional, passeios históricos e uma forte cultura de conveniência.
 

  • Onde fica o orçamento (volume): Pequim é o ponto de partida. Por isso, gastos altíssimos vão para o 12306 CN Railway (plataforma de trens-bala), usados para explorar seções da Muralha da China (como Mutianyu e Badaling) e cidades vizinhas. A hotelaria de grandes redes, como o Sunworld Dynasty Hotel, e a tradicional Apple Store completam o pódio de maiores aportes financeiros. 
     
  • O dia a dia (recorrência): Para serviços e alimentação, os brasileiros recorrem constantemente ao super-app Meituan. A rotina é sustentada por redes de conveniência como 7-Eleven e Lawson. Curiosamente, a loja de brinquedos colecionáveis Popmart tornou-se uma febre, figurando entre as transações mais frequentes dos brasileiros na cidade.

Xangai: o polo de lifestyle e varejo de luxo
Mais ocidentalizada, Xangai desperta um comportamento de consumo focado em renovação de guarda-roupa, tecnologia e entretenimento de alto padrão.
  • Onde fica o orçamento (volume): O brasileiro vai a Xangai para investir em bens duráveis. A Apple (com suas lojas icônicas em Pudong e Nanjing Road) e a Uniqlo concentram o maior volume de gastos, seguidas pelas grifes do Shanghai Luxury Outlet. O Shanghai Disney Resort também consome uma fatia considerável do orçamento, tanto em ingressos quanto em lojas oficiais.
     
  • O dia a dia (recorrência): O Didi também é usado massivamente, inclusive para viagens confortáveis a cidades vizinhas como Suzhou e Hangzhou. Na alimentação rápida e diária, a loja de conveniência FamilyMart se consolida como uma verdadeira instituição local para os brasileiros, e até com praças de alimentação da IKEA, que atraem grande volume de transações. 

Sobre a Nomad
Fundada em novembro de 2020, a Nomad foi pioneira em oferecer aos residentes no Brasil uma conta bancária nos EUA e, atualmente, é um dos maiores players do mercado no que tange soluções completas para a vida financeira global dos brasileiros. Com a fintech, os clientes podem construir seu patrimônio financeiro em dólar, além de realizar transferências internacionais e compras no exterior. O cartão Nomad é aceito globalmente para operações presenciais e virtuais, além de permitir saques em caixas eletrônicos (ATMs). 

Por meio da plataforma de investimentos, a fintech concede acesso às principais bolsas americanas para a realização de aplicações em ações, ETFs, REITs, Bonds e títulos de renda fixa em dólar para quem busca ‘dolarizar’ o patrimônio como forma de diversificação e, consequentemente, mais proteção. Os serviços de investimento oferecidos pela Nomad são intermediados pela corretora local Global Investment Services DTVM Ltda.


 

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RENATA OLIVEIRA NASCIMENTO
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FONTE: https://www.nomadglobal.com/
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