Tráfico digital: como grupos de WhatsApp, Facebook e marketplaces impulsionam o comércio de animais no início do ano
Plataformas digitais funcionam como vitrines e canais de negociação para o comércio ilegal de fauna.
Divulgação
Pesquisas acadêmicas mostram que redes sociais e aplicativos de mensagens se tornaram uma das principais infraestruturas do tráfico de animais silvestres. Grupos privados, perfis temporários e anúncios disfarçados permitem que vendedores ofereçam aves, répteis e mamíferos com entrega por transporte rodoviário ou correio informal, muitas vezes durante o período de férias, quando há maior circulação de pessoas.
Esses ambientes digitais dificultam a fiscalização porque perfis e grupos podem ser recriados rapidamente após denúncias. O resultado é um mercado fragmentado, porém constante, que conecta áreas de captura a consumidores urbanos em poucos cliques.
O Instituto Líbio, organização que recebe e reintroduz animais vítimas desse sistema, integra a Campanha
Agora Você Sabe para alertar sobre a dinâmica do tráfico online e os riscos de interagir com esse tipo de conteúdo.
“O comércio digital reduziu a distância entre quem captura e quem compra, o que amplia o número de animais retirados da natureza”, diz Raquel Machado, CEO do Instituto Líbio. “Informar o público sobre esses canais é parte da prevenção.”
Conheça a campanha no link:
https://www.instagram.com/reel/DRk25ZyDy_h/?igsh=OHgya2h2ODBveXFt
Referências: Northumbria University — Wildlife trafficking via social media. Notícia distribuída pela saladanoticia.com.br. A Plataforma e Veículo não são responsáveis pelo conteúdo publicado, estes são assumidos pelo Autor(a):
RODRIGO SOARES DO VALLE
[email protected]